sexta-feira, 21 de setembro de 2012

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Há muito que este blogue já cumpriu a sua missão e fechou a porta. Saiu de cena sem se despedir e sem dizer adeus, mas lá  no íntimo sabe que foi feliz e há-de continuar a sê-lo noutro sítio longe daqui.
Ponto final. O segundo. O definitivo.

sábado, 4 de agosto de 2012

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Constatações de quem já não pode mais com isto

Tenho nas unhas o mesmo tom de vermelho da caneta que estou a usar para corrigir exames!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Sobremesa

Um café, um docinho e mais relatórios de estágio para corrigir. Afinal está menos calor e a luz ao fundo do túnel que sinaliza as férias já começa a piscar...

Os não saldos

Saí de casa para ir ao supermercado comprar água, entretanto passei pela Zara com a ideia de espreitar os saldos e, se valesse a pena, comprar uma pechincha. Bem sei que o meu estado mental anda a escassos milímetros da letargia e eu também não me esforcei muito a procurar as ditas pechinchas, mas fez-me impressão ver tanta gente e tanta roupa feia (e cara) no mesmo espaço. Desisti e fui embora. Ainda bem que o objectivo era ir comprar água, porque sair de casa virando costas a vinte e quatro relatórios de estágio para regressar à mesa de trabalho com as expectativas completamente goradas só me faz mal e para isso já me basta este bafo de leste.

domingo, 22 de julho de 2012

E todos os ais são meus...



...porque cada pequeno músculo deste pequeno corpo pede férias grandes.

sábado, 21 de julho de 2012

Final do ano lectivo...

...é a altura em que demoro mais tempo a concentrar-me do que propriamente a realizar qualquer tarefa (escolar, sim ainda ando nesta vida).

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Este lugar não é para fracos




Dantesco e já perdi a conta ao número de vezes que ouvi este adjectivo hoje. As fagulhas chegam de todo o lado e com elas vem mais um ai, um rol de queixas e lamurias sentidas. Nas ruas as pessoas partilham histórias e versões diferentes do mesmo fogo, mas também partilham a ansiedade que lhes carrega as feições. Vivem-se tempos difíceis na Madeira, como em muitas outras regiões, mas aqui sobreviver significa caminhar contra o vento, desafiar escarpas, conhecer todas as artimanhas da natureza para tirar partido dela em proveito dos que cá estão e dos que cá vêm.
Aqui não há excepções e todos aprendem desde cedo a lutar. São todos mais fortes porque os bens que têm não lhes caem no colo. Hoje houve muitos olhos que não sustiveram as lágrimas diante do vazio, da terra queimada, dos haveres perdidos e da esperança desacreditada. Hoje (re)começa a (re)contrução.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Cruzes, credo, canhoto!


Parti um espelho! O que é muito bom porque já tenho um bode expiatório para a merda de horário que vou ter para o próximo ano p'rai com doze turmas de quarenta canalhas, aulas até Agosto com muito calor e suor, suor, suor em salas fétidas. Por outro lado, já não posso dar garantias da próxima vez que tentar arranjar as sobrancelhas sem o meu espelho de aumento. Dramas do quotidiano.

domingo, 15 de julho de 2012

Assobiar para o lado...

Primeiro Jornal na SIC e uma reportagem sobre o Carnaval de Verão em Setúbal. Uma alegria esfuziante e uma senhora extremamente satisfeita porque estas festas são muito boas para nos esquecermos da "situação em que este país está". Então, pergunto eu, não será por conta desta memória curta que há tantos portugueses assim com uma mão à frente e outra atrás e dívidas até às orelhas? Se em vez de nos divertirmos a fazer likes no Facebook passássemos a castigar os culpados? Depois não admira que muitos alunos tenham a escola toda muito antes de terminarem o 12º ano...

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Life, oh life...

Chegaste e mal dei por ti de tão ocupada que estava a lutar contra o vento no meu primeiro (e para já também o último) dia de praia. Foi feriado e, contrariando a tendência, não mexi uma palheta. Ou melhor, no regresso, aproveitei o embalo do Lobo Marinho e lá me pus a corrigir testes. E que embalo, a partir daí ainda não parei. É verdade que tive dois dias de folga esta semana, um deles foi ontem, mas o mais perto que estive da rua foi ir à varanda cortar cebolinho para a salada do almoço. Que vida. Que vidas. Sim, porque este computador tem-me acompanhado diariamente desde as oito e meia até à meia-noite, hora em que paramos para um chá de menta e meia dúzia de tontices em frente à televisão. 
Ainda assim, não me posso queixar. Pertenço a uma classe, que aos olhos do povo, por esta altura, já anda farta de fazer nenhum. Vou pagar mais impostos do que estava a contar. Anda uma pestilenta e injusta onda de despedimentos no ar que vai levar sabe-se lá para onde alguns bons colegas e por bons entenda-se trabalhadores, dedicados, profissionais... A TAP anda neste chove e não molha o que me faz prever que sair daqui em agosto vai ser uma verdadeira epopeia. O subsídio de férias anda a brincar às escondidas comigo. E o meu último dia de trabalho é só daqui a um mês. 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

terça-feira, 19 de junho de 2012

A chuva que molhou os tolos e mais uns quantos que acordaram cedo hoje...


A descer numa manhã de chuva miudinha, como estava hoje, e eu sem casaco, sem guarda-chuva - também não me faziam assim tanta falta já que chovia mas estava calor - e com os óculos todos sarapintados de gotinhas de água. Não estimei.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Hoje não foi nada disto e ainda bem!


Durante muitas sextas-feiras o despertador tocava pouco depois das seis e meia, eu, ainda de noite, fazia todas as minhas rotinas e sentava-me por volta das sete, de noite na mesma, a tomar o pequeno-almoço e a ver as manchetes dos jornais na Sic Notícias. Quando o assunto me aborrecia, o que é fácil quando acordo ainda de noite, ou quando insistem nos Nasdaq e nos Dow Jones lá mudava para um canal de música e assim ficava a televisão até passarem vinte das sete e eu correr para o autocarro com as pessoas de sempre a entrar ou a sair nas paragens habituais. 
Estas últimas semanas custaram a suportar, por suspirei a cada sexta pelo dia em que isto fosse acabar. Hoje é o dia!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Estágios: a recolha de lixo documentação


Foi só o primeiro dia e já levei com tudo o que imaginava e o que jamais passaria pela minha cabeça. Estas pessoas adultas, licenciadas, experientes e burras entregaram-me documentos rasurados, empastados de corrector, com dedadas de base, riscos de verniz vermelho e preenchidos ora a tinta azul ora preta, mas sempre fora das margens. Isto já para não falar que uma boa parte das folhas vinha tão amarfanhada que eu era capaz de jurar que aquilo foi à China e voltou. 
Se não são capazes de assumir responsabilidade pelo preenchimento de um simples documento então também não se espantem tanto com os estagiários que são assim e assado e, cruzes credo, não dominam a técnica xpto. Afinal de contas são só estagiários, alguns meio baralhados, porque depois de uns anos em formação não esperavam chegar ao mundo do trabalho para entrar em processo de deformação.

terça-feira, 5 de junho de 2012

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Como é que é possível arranjar o cabelo e mantê-lo apresentável por mais de dez minutos?? 

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Sendo assim, pode ser um chá calmante de erva cidreira ou camomila porque a primeira coisa que vou fazer hoje quando chegar à escola vai ser... tirar faltas.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Yellow Friday


Foto: A. Figueira

Yellow are the taxi tops
the butterflies and bumblebees
juicy lemons, sunflower
and falling leaves. 

Esta tarde a Avenida Zarco tinha um tapete novo e vários fotógrafos atentos ao amontoado de pétalas amarelas que cobriam o alcatrão da estrada. Tem sido assim por estes dias e, por muito que se louve o trabalho de quem limpa as ruas, ainda bem que se esqueceram desta artéria no centro da cidade. Sexta-feira, após muitas e cansativas horas de aulas, foi dia de pequenas boas surpresas. Pode começar o fim-de-semana.

domingo, 20 de maio de 2012

Um, dois, três dias em resumo

Pois que a canalha já está despachada para estágio. Foram os mais velhos finalistas, ao todo cerca de 300, dessa fatia ficam 24 almas sob minha responsabilidade directa. O que eu engoli em seco na sexta-feira quando soube pela boca e gestos atabalhoados dos próprios que vamos ter vários encontros marcados nos próximos dois meses. Ainda estou sem perceber em que buraco se enfiou o director de turma deles para se ter escapado disto. É que eu ainda fico com os meus mais novos em aulas. Escusado será dizer que a partir daí mais nada correu bem nesse dia, excepção feita aos dez minutos que tive direito para lanchar uma queijada.

No sábado almocei e jantei fora, fugi dos livros e das tralhas da escola o mais que pude, mas não consegui evitar o aspirador nem o pano do pó. Desde o final da tarde e pela noite fora houve mojitos e muitas línguas de trapo. Segunda-feira irá saber-se o que vem a seguir.

Hoje é domingo. Nem o sol espreitou à janela, nem eu saí de casa. Prepara-se a ritmo lento uma semana que eu também espero me chegue lentamente aos braços.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

As férias de verão dos professores...

...são bem mais prolongadas do que as dos demais trabalhadores porque a canalha transpira e cheira mal que tolhe. 
A todos os que enchem a boca para criticar a classe eu gostava de os fechar 45 minutos numa sala de aulas com uma das minhas turmas mais perfumadas. Como sou simpática escolhia uma das salas em que a única janela existente tem um papel onde se lê em letras garrafais: em manutenção - não abrir.