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domingo, 22 de abril de 2012

segunda-feira, 16 de abril de 2012

domingo, 1 de abril de 2012

domingo, 4 de dezembro de 2011

Uma convivência difícil

Já me passou pela cabeça explicar aos meus vizinhos que se vive de dia e se descansa à noite, mas pareceu-me exagerado impor aos outros os meus horários. Agora ando aqui a moer a cabeça à procura de uma forma subtil e eficaz de demonstrar que eles podem viver à hora que quiserem desde que os ecos da sua vidinha não se façam sentir em minha casa. Não está a ser fácil.

domingo, 31 de julho de 2011

Notas soltas de um jantar de festa

Há sempre alguém que chega tarde com a clara intenção de se fazer notar.

Há sempre alguém a quebrar o dress code, seja por defeito ou por excesso. E não vale a pena dizer o contrário porque isso nota-se sempre mais em quem o faz intencionalmente do que por negligência.

Há sempre uma alminha, que em jeito de expiação dos seus pecados, só tem lugar junto de pessoas que mal conhece e passa um belo serão a pensar como seria mais agradável estar em casa com um prato de sopa e uma côdea de pão.

Há sempre uma finória que desce dos saltos.

Há sempre alguém na ponta da mesa a dizer mal de outro alguém sentado na outra ponta da mesma mesa. Inevitavelmente os seus olhares cruzam-se, sai faísca, mas quase ninguém nota.

Há sempre um par de mamas que queria ir sozinho à festa mas o resto do corpo não autorizou.

Há sempre alguém que não vai e nem sonha com o que perde e há sempre alguém que vai e ficam todos a perder.

Há sempre alguém que perde qualquer uma ou várias das seguintes coisas: pudor, inibição, timidez, acanhamento, noção do ridículo…

Há sempre alguém que não almoça para poder jantar e há sempre alguém que janta como se não tivesse almoçado há vários dias.

Há sempre alguém atento.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Partnership


A pessoa passa a semana inteirinha a ouvir afrontas e a vê-las passar diante dos olhos. Fica com a certeza absoluta de que se tivesse o poder de alterar o calendário, esta semana seria simplesmente apagada do mapa dos dias. Até que apareces tu e me dizes que ultimamente te tens lembrado de mim e eu fico tão, mas tão feliz, não por também te ter lembrado tanto por estes dias, mas essencialmente porque, de quando em quando, faz mesmo bem ter uma prova de que a nossa sintonia não se perdeu nem um pouquinho só porque entre nós se instalou um oceano importuno.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Do presente e do que se deseja para o futuro


(...)Só há liberdade a sério quando houver
a paz o pão
habitação
saúde educação
só há liberdade a sério quando houver
liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir.

Liberdade, Sérgio Godinho

segunda-feira, 28 de março de 2011

Não vi e não gostei de não ver


E assim não há motivação que resista... A música estava boa e o ambiente também. Os resultados precisam-se e a mente já reclamava ao corpo um pouco de descanço. Mais que não fosse para que hoje a hora do cansaço não chegasse tão atrasada como ontem. Pelo menos nisso parece que cumprimos mas a continuar assim... não há motivação que resista.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Um par de...


... ideias rabiscadas...

... palavras escritas...

... planos traçados...

... gritos sentidos...

... conversas perdidas...


Há dois anos que por aqui se escreve sobre tudo e mais um par de purdeys, perdão botas!

domingo, 9 de janeiro de 2011

...

Haverá ingenuidade maior do que acreditar na ingenuidade alheia?

sábado, 6 de novembro de 2010

...


Tonight... maybe this morning...

I would rather say every saturday morning... every single morning...




quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Pecados meus


Não gosto de animais e não acho que isso faça de mim má pessoa [ou pelo menos uma pessoa pior do que aquilo que assumidamente sou]. Tenho a frontalidade de dizer que não gosto dos bichos e que não os quero em minha casa. Antes isso do que gostar muito do Boby, mas deixa-lo sozinho e fechado em casa o dia todo ou adorar a Tareca durante o Inverno, mas manda-la janela fora no Verão porque já não é precisa para aquecer os pés.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Escutar sem ser escutado

Assim como quem combina a mala com os sapatos, habituámo-nos a ter por perto um leque de pessoas que melhor condizem com o nosso humor, com determinado estado de espírito. Por vontade ou por capricho sabemos ter sempre por perto alguém que acompanhe as tendências para uma produtiva ida às compras, as pessoas mais divertidas que nos garantem momentos de farra e boa diversão, amigos dotados de pragmatismo e clarividência para verem por nós aquilo que nos está demasiado próximo, simultaneamente diante dos olhos e longe da razão. Sabemos de forma inata fazer escolhas, servimo-nos delas para depois esquecer apenas porque ainda não (res)surgiu a necessidade de as usar. É sempre assim. Uma vez. Fechou-se a porta. E outra. Desligou-se o telemóvel. E mais outra. Não houve tempo.
Era tão mais simples se as pessoas percebessem que quem escuta também precisa de ser escutado, que ouvido humano não pode ser descartado.
Quem é que ainda guarda o hábito de auscultar a pessoa que está do outro lado?

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Lindos, leves e (nada) frescos



São bem bonitos, muito leves e na minha modesta opinião ficam bem no pézinho. Desde que os comprei só sairam à rua uma vez e ao fim de meia horita tirei uma dúvida que me assolava o espírito:

Sapatos de plástico transpiram.


quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ena pá!! Tantos

Querem razões para visitar a Madeira?
Espreitem ali em cima e encontram tantas, bastantas :)

terça-feira, 23 de março de 2010

O amor não é louco*

Intervalo grande da tarde. Pouco relevante o facto de ser a primeira a chegar à sala de professores, porque na verdade o objectivo era ser a primeira a chegar à fila do bar. Objectivo não alcançado. Dá-se o caso de em cima da mesa, bem ao centro da sala de professores, haver um Amor Lindo a vibrar violentamente por alguém. Por breves instantes o meu pensamento dividiu-se entre o lanche e estas questões metafísicas do coração. Mas ainda se usa gravar nos telemóveis alcunhas lamechas para o respectivo consorte? Torrada ou pão com queijo? Não é muito teen essa coisa de atribuir nomes cutchi cutchi aos maridos e afins? Um chá quentinho ou o novíssimo Compal de ameixa que não havia no supermercado?
Há coisas que nem nos dias do período fértil da minha imaginação eu consigo conceber. Ou então não é nada disso e eu que me julgava tão fina e tão fresca, sou mas é uma insensível e, qual montanha escarpada, em lugar do coração tenho um seixinho, um pedaço de rocha dura, um calhau.

*nem lindo, mas é tão fófinho. Eu acho!


domingo, 14 de março de 2010

Pérolas de Mafra

"É preciso ter a aderência dos nossos militantes, dos nossos simpatizantes."
Está bem que era uma da manhã e o senhor discursava em directo, mas não havia necessidade.