sábado, 26 de fevereiro de 2011

Não é preciso procurar muito, a mesa mais animada é a nossa.
Não é fácil convencer as pessoas de que somos pessoas normais e em plena posse das nossas faculdades mentais quando assumimos que gostamos de praticar desporto ao sábado de manhã.
Olha... porra...


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Não se faz

Presente de fim-de semana: horário novo.

Foi, como não podia deixar de ser, um presente envenenado. Uma daquelas prendas em que nem sequer temos ânimo para esboçar um sorriso e o primeiro pensamento que nos atravessa a mente é "Quando chegar a casa vou guardar esta merda direitinha e despacha-la na primeiro amigo secreto que me propuserem". Era mesmo isso que eu faria se pudesse.

Pensar assim, obviamente, não resolve mas alivia e suaviza o facto de começar a entrar todos os dias às oito da manhã. Tenho dois dias para processar a informação, reorganizar planos de aulas e guardar como muito boas as recordações de ter tido um dia de folga.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Numa coisa tenho de concordar com os meus alunos, a vida seria bem mais leve sem testes.
Se eu me portar bem e corrigir esta turma toda hoje, vou à padaria e ofereço-me uma malassada com mel de cana. Chama-se reforço positivo e não é nada que amanhã eu não resolva no ginásio.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011


Às vezes é preciso tomar medidas e como a ranhoca de caracol não me convence lá vai mais uma tentativa - a milionésima.
Conversamos daqui a quatro semanas tal como indica a bula.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

...

Ao fim da tarde não estava sol, mas também não chegou a chover. Segui o meu caminho e fui andando com a sensação de que podia dormir de pé sem precisar de me esforçar muito. Ainda hesitei, mas parei na padaria. Achei que aquele tempo lusco-fusco combinava bem com o cheiro a pão quente acabado de cozer.
Aliviou-se parte do cansaço ao chegar a casa, fechar a porta e pensar que não precisava de sair mais hoje. Botas, mala, casaco, relógio e brincos fui-me despindo de tudo o que já não me fazia falta e deixei cada coisa num sítio diferente até parar na cozinha. Aquela tarde enevoada pedia um chá. Sentei-me no sofá desisteressada das baboseiradas que saiam da televisão e fui-me encolhendo mais na manta e na almofada. Pensei que devia ter fechado a cortina para não ser incomodada por aquela luz baça. Pensei mas não me mexi. Acordei com as notícias da noite e sem vontade de preparar o jantar que tinha pensado para hoje. Mudei de ideias mas ninguém tem nada com isso. Iogurte, fruta, sopa são o que há de novo no mesmo sofá, na mesma manta e na mesma almofada. Tenho roupa para passar, compras para fazer, a casa para arrumar e a mala que desde domingo ainda está por desfazer. É sexta-feira, estou cansada e ninguém tem nada a ver com isso.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

1-9-3


(...) Wish for nothing larger
Than your own small heart
Or greater than a star;
Tame wild disappointment
With caress unmoved and cold
Make of it a parka
For your soul. (...)
A.W.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Normalidaaaaade??

A custo ainda me consigo lembrar de como era o meu horário antes das correcções que lhe tenho infligido. A cada risco que lhe faço sofre ele e sofro eu também com tantas rotinas alteradas. E isso vê-se. Vê-se em mim que ando sem paciência, vê-se no amontoado de papéis na minha secretária que está ali ao despique com o monte de roupa para engomar, vê-se nas respostas tempestuosas, até se vê nos meus cabelos revoltos e perfeitamente incontroláveis. Tenho uma certa urgência em passar a limpo o meu horário e a regressar às tardes sossegadas.
Normalidaaaade?? Sim, sou eu a chamar por ti...
Por falar em normalidade, está de chuva... 'travez...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

...

Mil e quinhentas desculpas depois, muitos quilos de peso na consciência, costas vergadas e queixo caído perante tamanha apatia, escassez de ideias, imaginação medíocre, já para nem falar da falta de vontade de me lançar às feras, leia-se trabalho. Mas eis que ganhei coragem e despachei dois relatórios e uma tradução, não num ápice, mas em alguns dias de dedicação às causas.
Finalmente um fim-de-semana sem pensar que vi um filme mas não escrevi uma linha ou que recuperei algumas horas de sono, mas atrasei-me nos prazos de entrega.
Vivam os sábados e os domingos sem folhas soltas atrás de mim pela casa inteira.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Uma pessoa farta-se...


Farta-se porque não foi isto que me venderam há quatro anos atrás. Farta-se porque já trouxe todas as camisolas e casacos felpudos de casa dos pais. Farta-se porque tem mais sabrinas do que botas. Farta-se porque está mais frio nas salas de aula do que na rua. Farta-se porque não dá jeito nenhum trabalhar de casaco vestido. Farta-se porque a temperatura dos pés e das mãos são o motor das restantes partes do corpo. Farta-se porque tem de vestir o pijama gelado. Farta-se porque estas casas não estão preparadas para isto. Farta-se porque os termoventiladores mais baratinhos da Worten forem-se, acabarem-se, sumirem-se. E farta-se, farta-se muito, de ouvir "Mas tu és do continente, não és?!?"