quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

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Um dia hei-de ter a coragem de ver o fogo de artifício daqui.

Feliz 2010


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Movies #7

[Doubt - 2008]
Doubt can be a bond as powerful and sustaining as certainty. When you are lost, you are not alone.

I wouldn't say better...

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Ideias várias ou desvairadas ideias

Ainda não percebi bem se é o tempo que nos muda ou se somos nós que mudamos os tempos. Antigamente a preparação do Natal resumia-se à compra de algumas lembranças, principalmente para os mais novos, sem grandes dramas e sem grandes dilemas porque dificilmente se errava ou repetia um presente. Das pessoas que conheço devo ser a única que não fez uma lista de prendas a comprar e muito menos uma lista do que gostava de receber. Devo também ter sido a única a não viver o dilema "Mas o que hei-de eu comprar a fulano?!" Noutros tempos sabiamos que o Natal era sempre em casa da avó, faziamos todas as refeições na cozinha, cada ano que passava mais apertados e mais juntinhos, mas ninguém reclamava porque por muito que a mesa até pudesse esticar o espaço era sempre o mesmo e não havia sala de jantar. Hoje em dia aquele que tem mais sofás é o que reúne melhores condições para ser o anfitrião da festa, sem esquecer que tem de haver várias televisões para que cada um possa ver o seu programa favorito e mais uma extra para a Playstation da catraiada. A mesa era farta e as sobremesas sorriam-nos tentando-nos a todo o instante. Hoje há sempre um de dieta, outro que não gosta, um que é doente e outro que até comia mais mas tem vergonha - pudera, parece mal aparecer aqui uma vez por ano e comer feito alarve em casa dos outros. E os presentes que, talvez por serem poucos, podiam ser escondidos nalgum sítio longe de miradas curiosas. Agora é tal o desbarato que não há lugar com capacidade suficiente para esconder tanto embrulho. Coloca-se tudo na árvore de Natal e não se fazem surpresas já que é demasiado grande e penoso o risco de ter de ir ao centro comercial naqueles dias em que anda para lá um mar de gente a trocar meias e pijamas no meio dos outros preocupados com os folhos da passagem de ano. Parolos.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

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Rememorar

v. tr.

1. trazer ou levar de novo à memória; relembrar; comemorar.
2. Fig. dar a ideia imperfeita de.

[Saturday night mode - dos antigos]

Movies #6

[Seven Pounds - 2008]

Há tempos que o cartão do clube de vídeo não saía da minha carteira. Há tempos que a família não se reunia em torno da televisão. A escolha não foi concensual e, apesar de não me rever muito neste tipo de filme, reconheço que é um filme bem concebido.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Episódios do meu Natal #4

Foi com certeza o melhor presente de todos. Que o vosso seja também um Natal cheio de amor.

Feliz Natal


Episódios do meu Natal #3


Os inevitáveis deveres de Natal. No meu tempo esta parte era despachada logo no primeiro dia de férias para sobrar mais tempo para as brincadeiras. Ao primo caçula, só a parte de Língua Portuguesa da ficha de trabalhos de casa, tomou-lhe duas manhãs.
Um clássico, portanto!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Episódios do meu Natal #2


Começaram os preparativos gastronómicos. Na véspera da véspera prepara-se a massa de um dos doces tradicionais da região. Suas excelências os bilharacos de abóbora têm sempre honras de abertura da sessão de culinária caseira e perfumam a casa dos primeiros aromas de Natal, mas são em tudo o resto dispensáveis. A meu ver e a meu paladar.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Episódios do meu Natal #1

Uma tarde a fazer pompons.
Objectivo: dar um toque diferente à prenda da Babe Secreta.
Et voilá! Só falta embalar e ver a reacção dela a esta prenda importada!

domingo, 20 de dezembro de 2009

A bordo

i can read

Bem que o menino assistente de bordo no voo de ontem podia ter feito a perguntinha. Era uma recompensa justa para o tempo de espera pelo atraso.

Digo eu doida, fora de mim...

Agora que estou em casa, começa a fazer sentido pensar assim

i can read

sábado, 19 de dezembro de 2009

Lá vai ela


Estou a escassas duas horas de casa e é mais ou menos assim que me passeio pelo aeroporto. Um pouco exagerado, vá lá... Levo malas e mais malas com lembranças para aqueles que andam sempre comigo no coração, algum trabalho pendente para ir fazendo à lareira, muita vontade de rever a minha pequenada mas, por mais estranho que pareça, menos ansiedade para chegar. Será que já me habituei a este corrupio? Vou num instante ao duty free enquanto penso nisso.
Wish me a pleasant flight. Está algum vento...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A véspera

Último dia de aulas. STOP
Alegria generalizada. STOP
Véspera de viagem. STOP
Misto de alegria e nervosismo. STOP

Falta fazer tudo: receber os encarregados de educação; fotografar a festa de Natal da escola; comprar as habituais lembranças que levo sempre comigo, mas que desta vez não podem mesmo falhar; arrumar as papeladas da escola (não é bom augúrio chegar a 2010 com esta mesa numa bagunça); separar roupas quentinhas; alguns manuais para trabalhar; deixar a casa minimamente arrumada; ir ver as iluminações de Natal (as verdadeiras, todas as outras agora me parecem menos qualquer coisa); passar em naquelas duas lojas que há tanto tempo quero ir mas nunca dá tempo...
Até já!

domingo, 13 de dezembro de 2009

A doçura do Natal

Do lado de fora do pavilhão já se sentia o cheiro a... CHOCOLATE. E não era para menos: esculturas de chocolate, bombons de chocolate, bolos de chocolate, chocolate quente, receitas com chocolate, chocoterapias, chocolate e mais chocolate.

Foi, sem dúvida, o final de tarde mais doce dos últimos tempos. Não apenas pelo ingrediente maior deste festival, mas para constatar como fica diferente a pequenada lá na escola a mostrar serviço a todos os visitantes. Eles desfazem-se em amabilidades e são prestáveis como nunca antes os vira. Uns doces!
Um Natal assim é mesmo uma doçura e este era apenas um exemplar das iguarias expostas.
Vai uma trinca na árvore de Natal?

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Em tópicos como convém dado o adiantado da hora:

  • Acordei ainda mais cedo do que ontem e com olheiras mais profundas. Conclusão: devia ter passado à frente a parte de ter ficado a ler até tarde.

  • Assim que pus um pé fora da porta verifiquei que escolhi muito mal a idumentária para hoje; uma sweatshirt e um casaquinho de malha não foram suficientes para as temperaturas de hoje. Conclusão: andei o dia todo cheia de frio.

  • Fui a pé para a escola e levei comigo a minha mala, a mala da escola e a mala com o computador. Conclusão: a meio do caminho já precisava de outro pequeno almoço, mas já não sentia tanto frio.

  • Comecei a dar aulas às 9h terminei às 15h. Conclusão: almocei no bar da escola num intervalo de 10 minutos uma sopa que ninguém me soube dizer de que era.

  • Tinha a ideia de me vingar à hora do lanche, mas havia uma página de Internet para ser actualizada com urgência. Conclusão: todas as prioridades são válidas desde que não sejam as minhas e claro, muita fominha.

  • Antes de sair da escola verifiquei que nenhum dos professores externos da minha turma preencheu os comentários das fichas trimestrais dos meus alunos. O conselho de turma é amanhã. Conclusão: por mais que me esforçe dificilmente consigo ter uma ideia simpática dessa gente.

  • Saí às 9h da noite. Passei doze horas na escola. Conclusão: também eu tive um dia cheio de palhaços, palhaçadas e coisas que tais.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Contrição

Cheia de boas intenções acordei quando o despertador gritou "Fora". Ajuda bastante haver uns raios de sol pela manhã e estarem, por cá, temparaturas ainda amenas. Para compensar as baldas do fim-de-semana, hoje comecei por organizar a papelada que vou dividindo por montinhos disto e montinhos daquilo mais os documentos que não arrumo porque naquele momento isso nunca é prioritário. Depois, e porque os manuais adoptados já não convencem nem motivam ninguém muito menos os meus alunos, decidi preparar abordagens diferentes aos temas que vamos trabalhar até ao final da semana. O vocabulário, a gramática, os exercícios de escrita, mais os de oralidade, mais a correcção... mais valia estar sossegada. A juntar a isto vem a saga dos conselhos de turma. Ah pois, começam amanhã e logo em dose dupla de avaliações e pautas e comentários, e mais qualquer coisa que inexplicavelmente sempre foge ao meu domínio.
Contas feitas, até parece que me portei bem hoje. Mas é uma pena que o textinho de cima só relate a parte da tarde...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Hoje...

... é o dia da benção. Por isso, a partir das 13 horas passou a ser feriado.
Ámen.

domingo, 6 de dezembro de 2009

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Foto: Algures pl'o Monte


Este fim-de-semana soltou-se um pouco da minha costela Vasco Santana. De um almoço de uma tarde inteira, do megafóne que reproduzia a música do Titanic, do saco de amendoins, da menina bonita igualzinha à Tonicha e dos diamantes por lapidar, só faltou mesmo falar aos candeeiros.


Hoje descanso. Amanhã trabalho.

domingo, 29 de novembro de 2009

Ainda os presentes

http://olhares.aeiou.pt/baixa_do_porto_foto1161470.html


Nomeadamente aqueles que não custam nada mas que me fazem tão bem. Estiquei o fim-de-semana, aviei as malas e decidi oferecer-me uns dias em casa com família, amigos, boas conversas, comida da mãe, lareira, frio e tudo mais que veio ter comigo. Dias memoráveis que valeram pelas recordações que deixaram e pelas que relembrei. A meio da manhã, enquanto o calor do sol tentava ser mais forte do que aquele frio húmido que só o Porto tem, refiz um percurso que percorria vezes sem conta nos meus tempos de (pouco) estudante mas (muito) universitária. Clérigos, 31 de Janeiro, Santa Catarina, sempre sozinha a observar o que havia mudado em tantos anos. Felizmente, algumas coisas (em mim e na cidade) mantém-se intactas. Uma das minhas predilecções (ainda) é a loja onde frequentemente ia fazer tempo enquanto esperava pelo autocarro e me obrigava a um esforço homérico para não gastar um escudo que fosse. Anos mais tarde, quase me tornei uma compradora compulsiva de blocos, cadernos, canetas, marcadores, caixas, caixinhas, brinquedos de madeira já para nem falar dos enfeites de natal todos tão originais... Adorei voltar ao meu Porto de abrigo e por certo não demorarei outros seis anos para lá voltar.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Palavras Moribundas #1


Gosto de ressuscitar palavras moribundas nos dicionários do quotidiano.

Gosto da palavra banzé.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Bad choice?

Foi preciso chegar aos trinta anos para me oferecer o presente mais... singular de toda uma vida.

Depois houve também umas coisinhas daqui e outras daqui. Mais do que nunca torna-se imperioso fazer com que o pólo de atracção seja tudo menos esta versão de dentes com piercings.

Very bad choice.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Trinta

30 anos. Sou oficialmente uma jovem adulta e hoje quero uma sobremesa assim.
Para partilhar, claro. Por isso, sirvam-se.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

De faca e garfo que é como quem diz entre luzes e estrelas

Nesta casa, enquanto uns preparam o almoço outros andam às voltas para decidir de que cor vão decorar a árvore de Natal. Há pessoas, que têm uma existência difícil.
Oh God, dá aqui uma mãozinha que sozinha eu não consigo...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Hoje...

...mal consigo falar, quanto mais escrever.
Ansiedade é a palavra do dia.
Ansiedade para saber o que não sei.
Ansiedade para estar onde não estou.
Ansiedade para olhar o que não posso ver.
Ansiedade para que os minutos dêem lugar a horas.
Ansiedade para que o telefone toque e do outro lá saia um correu tudo bem, ela está bem.
O telefone tocou e, agora, está tudo bem.

sábado, 14 de novembro de 2009

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Isto de saber que há bolo para o lanche faz-me ter vontade de lanchar muito mais cedo do que suposto. E não, isto não é psicológico é fome mesmo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Nem quentes, nem boas


Embrulhadas em jornais velhos ou na jurássica versão impressa das Páginas Amarelas, compradas na praça no Sr. das Castanhas ou assadas no forno de lenha da avó, desde que me conheço como gente que o dia de S. Martinho é celebrado a rigor. Hoje, talvez por ainda não ter cá chegado o frio a lembrar o dia, troquei o cartucho de castanhas pelo gelado na esplanada e a verdade é que sabe bem fazer a fotossintese fora da época balnear.
Por aqui, característico da data só mesmo o tradicional verão de S. Martinho.

domingo, 8 de novembro de 2009

Ora aqui está uma opção bem amena

Não corresponde exactamente à minha noção de praia, mas dado que estamos em Novembro, que pertencemos ao hemisfério norte e que uma parte considerável dos seus habitantes anda preocupada em conjugar casacos com botas, guarda-chuvas e cachecóis, é uma opção válida. Eu acrescentaria muito válida mesmo.

sábado, 7 de novembro de 2009

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Avizinham-se dias de desassossego e momentos de inquietude. Enquanto espero pelos dias que virão tenho momentos de verdadeira fraqueza, intemperança no agir e no pensar, uma brusquidão que em nada me caracteriza. Estou longe e estou à espera. Vasculho aqui e ali e recorro a tudo que me faça estar mais perto para, assim, dar alento a uma espera em diferido. Esta música traz-me grandeza física, o pulso energético para me propagar pelo espaço e ir... Ir sem sair do lugar, ver sem ninguém me observar, dizer sem falar, é como que um estar e não estar.

Shimbalaiê, para este fim-de-semana.

Shimbalaiê, para este esmorecimento.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

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Numa altura em que a cidade já se prepara para a prufusão de luzes natalícias, a natureza quis mostrar que também sabe fazer umas coisas.
É o Funchalinho incandescente numa fotografia retirada daqui há minutos.
Ay, caramba!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Hoje...

...foi a primeira vez que cheguei a casa já noite depois de um dia de trabalho.
...foi a primeira vez que senti frio pelo caminho.
...foi a primeira vez que me apeteceu um banho quentinho e um chá de frutos silvestres.
...foi a primeira vez que vi o início dos preparativos para as iluminações de Natal.
...foi a primeira vez que o Outono me pareceu apenas Outono.
A primeira vez em muitos meses.

domingo, 1 de novembro de 2009

Tudo em..


...guardado, ou em casa arrecadado.
Ora aqui está. Nada mais falso.

sábado, 31 de outubro de 2009

Hallowhat??

O primo caçula está que nem se lambe com a ideia de festejar o Halloween com os amigos num sabádo à noite na praça - esse local onde eu, com os mesmos treze anos, também já fui tão feliz. Agora fico com urticária só de pensar em trick-or-treating, adolescentes histéricos em chapéus e vestes negras mais o cheiro a sopa que exalam aquelas abóboras incandescentes.




São episódios destes que, de mansinho, me lembram que os tempos são outros.


:)


Um sorriso e um bom dia pela manhã fazem ma-ra-vi-lhas. A tudo.
Em caso de dúvida ou persistência dos sintomas consulte o seu médico, o seu farmaceutico ou pergunte-me a mim!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Um dia de folga que era para ser e não foi


Qual será a razão que leva a que nos dias de folga se faça tudo menos aquilo que haviamos programado?

Estava previsto não ir à escola, mas fui.

Estava previsto fazer um tour pelas lojas, mas não fiz.

Estava previsto escrever o relatório sócio-económico da minha direcção de turma, mas não escrevi.

Estava previsto arear o casulo, pôr roupa a lavar, arrumar livros amontoados e papelada esquecida, mas nada.

Estava previsto ir ao ginásio pela tardinha, mas faltei de novo à aula de Balance.

Estava previsto colmatar todas estas falhas e fazer algo de útil ao serão, mas agora também não me apetece.




Já que o dia foi desperdiçado, vamos lá ser coerentes e desperdiçar o que sobra da noite.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Investimentos, consumo, gastos... enfim, COMPRAS!!

Isto de atravessar um centro comercial para ir para a escola tem muito que se lhe diga. Ainda acho que foi o centro comercial que se atravessou no meu caminho, mas enfim... Por enquanto valem-me as desculpas de ainda não haver bar na escola e a bica no piano é verdadeira música para a minha dependência de cafeína. Além disso, este inusitado mas abençoado calor de outono está de pedra e cal e a modos que atravessar a galeria do shopping é como passar por uma frente de ar frio bem agradável. Hoje, e só hoje, ficaram-me os olhos numas botas Camper, numa bolsinha de trazer tudo e nada que faz sempre um jeitaço, umas quantas pulseiras e pares de brincos. Contive-me e vim para casa felicíssima com um funcional e económico... despertador. Verdade, verdadinha. Já não aguentava mais acordar com o telemóvel e a avaliar pelos investimentos que vou ser forçada a fazer, convém acordar cedinho.
Amanhã lá vou eu atravessar o shopping QUATRO vezes por dia. Tudo em prol do trabalho, do PIB e da riqueza do país.
Triste sina. Infeliz fado.

sábado, 24 de outubro de 2009

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Com tudo de narcisista que possa haver nesta constatação, a verdade é que me dou mesmo bem comigo.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

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A toda a discussão levantada em torno das recentes declarações de Saramago só me ocorre uma resposta simples:




António Lobo Antunes


A entrevista de ontem só confirmou que, de facto, nos entedemos em suficiente número de cores. Posto isto, vou ficar com semelhante expressão a ver o desenrolar da epopeia "Saramago e a religião".

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

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Quem é a alma altruísta que vai fazer uma substituição no seu dia de folga??
Podem falar mal, podem xingar, podem soltar palavrões, podem, podem, podem...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

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O Verão está oficialmente convidado a sair de cena. Não abruptamente, melhor que saia de mansinho e deixe ficar algum sol para esplanar pela tardinha. Tudo isto porque as minhas sandálias pretas preferidas entraram, oficialmente e também irreversivelmente, na reforma.
Foi um amor à primeira vista, uma loucura antiga aquela que me fez gastar num par de sandálias os dez contos de rei de folar de Páscoa oferecidos pelo avo Zé. Claro que o avó Zé nunca imaginou que eu dava aos seus presentes um destino tão consumista, mas bem vistas as coisas nada de vil houve nesta compra. As falecidas sandálias duraram uma década e foram comigo para todos os destinos de férias. Foram umas verdadeiras todo-o-terreno e, por isso, não tenho coragem de as atirar ao lixo. Voltam à caixa onde orgulhosamente as trouxe para casa, longe de imaginar a reprimenda que me esperava depois de tal extravagância.
Acho que as minhas sandálias são mais antigas do que os arquivos fotográficos da Internet, uma vez que não encontro nenhuma foto digna de ilustração.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Motto of the day #1

Não é com vinagre que se apanham moscas.
Pois claro que não. Mal posso esperar até fazer de vós mosquinhas mortas. Wörtlich.

sábado, 17 de outubro de 2009

Aqui...


...janta-se.
...conversa-se.
...divaga-se.
...ri-se.
...contorce-se a rir.
...escuta-se o mar.
..regressa-se a casa a flutuar e, eventualmente, volta-se.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Blind Order

Nestes últimos dias tenho passado a pente fino tudo o que é estante de livrarias, papelarias, parentes próximos ou por afinidade. Tudo porque busco desesperadamente uma gramática que obedeça aos seguintes requisitos:



  • explicações gramaticais simples e concisas;

  • frases exemplificativas e esquemas perceptíveis;

  • grafismo apelativo - nada de muita macacada nem bonecos idiotas;

  • exercícios e respectivo livro de soluções;

  • divisão por tópicos clara e objectiva.


Acabei por encontrar isto e fiz a encomenda assim à confiança já que não consigo obter mais informações.



Espero que corresponda no mínimo a metade dos requisitos, senão vai doer pagar tanto de livro como de portes de envio...

Wish me luck.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

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As neuras são coisas aborrecidas. As correrias quotidianas também. Acho que andei a enervar-me à sorte ou talvez fosse apenas o peso da responsabilidade a tomar conta de mim. Seja lá como for são tudo coisas sem interesse quando temos um lanche assim.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A Schwiegermutter do Valente



O que eu não daria para estender esta fraqueza na minha praia e ficar ali à espera da bolacha do Valente, aquela que não está fria nem está quente.
Vivam as sogras estaladiças, poliglotas e bem-humoradas!
Hello?? Chamou??

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Noves fora, nada

Da minha relação com os números não há muita coisa que se possa dizer ou escrever. Refiro-me a coisas dignas de registo ou de interesse geral. Eu e os números fomos muito felizes na infância, mas algures na passagem do básico para o preparatório deixámos de nos entender. Foram tempos crueis aqueles em que começaram a misturar letras com algarismos em equações de não sei quantos graus, a arranjar parentescos entre números ou a apelidar o pobre do X de incógnita. Semi-conformada de que sou pouco mais do que um zero em cálculos, involuntariamente engano-me nas contas e, embora procure estar mais atenta, já nem conto as vezes em que me trapacearam no troco.
Hoje em dia, mulher feita e com todos os traumas pueris devidamente compartimentados, sorrio perante o meu novo vício que são as countdown boards, vulgo contagens decrescentes. Há sempre uma no desktop do meu computador. Vejo-a todos os dias mesmo sabendo de cor quantos dias faltam para o acontecimento marcado. Dou-me muito bem com esta matemática de calcular os dias adiante que não dá erro só porque esqueço os dias que vão de trás.
Faltam 37 dias.

sábado, 10 de outubro de 2009

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Hoje, enquanto almoçava estava a ver o telejornal e tentar perceber pelo menos uma das sete possibilidades de Portugal ficar apurado para o Mundial da África do Sul. Entre derrotas e vitórias, golos marcados e golos sofridos acabei por dar mais atenção ao que tinha no prato e alheei-me daquelas fórmulas matemáticas maquiavélicas.

Mais logo, à hora do jogo, vou jantar fora e espero que no restaurante, em vez de relato ambiente, haja música ambiente.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Divagações

Arruada rima com foleirada.
Eu tenho vergonha dos políticos das fanfarras, dos "passou-bem", dos isqueiros, calendários e aventais em forma de brinde.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A bacalhauzada laranja

  • Cheguei em cima da hora, corri escada acima e coloquei-me ao fundo do corredor de modo a ver mas a ser pouco vista. Correu mal:

    1º) queria ver o momento solene da inauguração, mas só me apercebi de que a minha nova escola estava oficialmente inaugurada pelo som das palmas;

    2º) não queria ter de passar pelo tormentoso rol dos beijinhos e dos “passou bem” da praxe, mas não tive como evitar.

    Aquilo é que foi um fartote de sorrisos, abraços e muitas palmas – uma autêntica bacalhauzada laranja que me fez estender a mão por duas vezes a esse mestre do entertainment regional. Continuo sem perceber a razão deste inusitado bis, mas tenho cá para mim que não ter nenhum familiar a trabalhar nas forças policiais e o facto de o substantivo "coelho" me causar alguma urticária ainda, que disfarçado de fina iguaria servida em pratos ricos, devem ter jogado a meu favor. Já para não falar do meu belíssimo lenço laranja que caía maravilhosamente sobre o vestido toda-a-ocasião.

    Detalhes à parte, o que importa é que a escola nova é mesmo toda nova e bem bonita por sinal. Diz-se à boca pequena que a equipa de arquitectos, engenheiros e afins está disposta a dar umas dicas aos senhores do Querido Mudei a Casa para aprenderem a transformar supermercados em escolas. A ver vamos… Entretanto, a partir de Segunda-feira, e nos dias subsequentes, faremos a prova dos 9 e veremos com calma e descontracção todas as assoalhadas da nossa casa nova.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Vi...

…um teatro repleto numa noite de semana a rivalizar com a saga das novelas em vários canais e gostei.

…actores esforçados, mas em determinados momentos desconcentrados, outros repescados às novelas juvenis que pouco me deslumbraram e não gostei.

…uma comédia vulgar com humor fácil e recalcado apenas salpicado com um ou outro detalhe de genialidade e não gostei.

…uma sala inteira a aplaudir de pé a prestação dos intervenientes, apesar de na minha opinião não passar de medíocre a qualidade do espectáculo, e gostei.

…,mais uma vez, que a oferta cultural ainda é pouca para aquilo que residentes e turistas merecem, por isso todos os eventos além de bem-vindos são calorosamente recebidos e gostei.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Recordar é viver (nem que seja repetido)


A propósito do Tratado de Lisboa, muito se falou, por estes dias, da Irlanda e da sua capital Dublin. Durante os escassos minutos que durou a notícia no Telejornal voltei a acordar no Portobello B&B com torradas, doce de amora e boa música ao pequeno-almoço, a passear por O’Connell Street, a posar ao lado da Molly Malone, a contar as pontes sobre o rio Liffey, a suster a respiração ao passar pelo Clarence Hotel dos U2, a voltar aos livros da faculdade no Writers Museum, a brindar no Temple Bar e literalmente a beber de toda a história da Guinness…
Eram bons os tempos em que se visitavam as capitais europeias só porque ficavam ali ao lado e porque ir ali ao lado só custava 40€. A insularidade, dói-me tanto aqui no bolso…

domingo, 4 de outubro de 2009

"Há os conectados e os desconectados"

Também há provérbios e adágios, frases e expressões, desabafos, confissões, motes, lemas, milhões de rifões. Mas tudo isso é pouco, muito pouco. Medíocre mesmo…

sábado, 3 de outubro de 2009

21, 28, 8, 12

Não é a chave de uma combinação milionária, não é o passaporte para uma vida excêntrica, não é nenhum código secreto nem tão pouco uma charada matemática. São números que marcam dias e fazem parelha com o respectivo mês. Os dois primeiros são de Setembro, os dois subsequentes de Outubro. Todos estiveram na minha agenda como data marcada para o início do ano lectivo e todos falharam. Todos menos o último, 12 de Outubro, que se apresenta como um prazo em jeito de ultimato para, de uma vez por todas, dar início às lides escolares. Com um mês de atraso até tenho medo de pensar como isto vai ser…

P.S.: Tudo por um bom motivo…

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Orquídea Branca


A RTP Madeira transmite ópera em horário nobre.

Ora tomem lá em diferido que eu já vi em directo, ao vivo e a cores.


Em Outubro...

October Walk - Lou Wall

...doura tudo.

(um exclusivo praia do Furadouro)



... sê prudente, guarda o pão e a semente.

(publicamente difundido por esse mestre da metereologia José Manuel da Costa Teso, vulgo Sr. do Laço)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Das eleições, ora pois...

Anda meio mundo a reclamar da repetição da onda rosa, ainda que este ramalhete esteja à nascença mais murcho. Eu não reclamo, até acho graça nem que seja só para fazer perrice a determinada parte do território insular. Confesso que ando num pé e noutro para saber o que sucederá a "fuck them".
P.S.: Não foi só o prof. Marcelo que reparou, eu também notei que a Judite Sousa está como se tivessem acrescentado muitos minutos à vida dela.

Com papas e bolos...



Pois que após uma breve interrupção para férias a saga EFA volta em força. De notar todo o ênfase colocado no substantivo é que esta semana tapei tudo o que era buraco no horário dos meninos, por outras palavras já os deito pelos olhos! Noblesse oblige estou oficialmente a meio da jornada – falta cumprir a segunda metade dos objectivos – e conto com três baixas, reformulando, houve três formandos excluídos por ultrapassarem o limite de faltas. Seria este um procedimento normal se o limite não estivesse já mais que ultrapassado ao segundo mês de curso, foi portanto inevitável, que ao sexto mês de formação, os deuses se reunissem para fazer uma seriação dos candidatos a agentes em geriatria. Pois enquanto todos se debruçavam sobre leis e decretos-lei, perfis e aptidões dei comigo a pensar na razão de ser deste curso em particular quando:


  • nenhuma daquelas almas tem noção dos valores [sim, é de euros que falo] envolvidos na sua formação – nem sei se seria boa ideia confrontá-los com o facto, acho que viria aí um novo apocalipse;


  • apesar de tanto esforço, tanto suor, tanta perseverança e capacidade de me repetir até à exaustão sempre com um ar de quem ainda tem paciência para dar e vender, continuo a verificar que coisas simples como bater à porta, pedir licença para entrar, ser pontual e responsável, pedir para se ausentar da sala ao invés de informar que se vai abandonar a sala são tarefas desnecessárias e aborrecidas;


  • descubro em mim facetas de notável investigadora e exímia simplificadora de conteúdos nunca valorizados e nunca suficientemente simples;


  • nenhum tema parece suficientemente motivante - tudo resvala para os assuntos das revistas e mesmo assim passam-lhe um crivo apertadíssimo porque nem nas revistas tudo é digno de leitura. Aliás o lema é: mais imagem, menos letras;


  • ao fim de meio ano de trabalho tenho a leve impressão de que nenhum deles tem a verdadeira noção do que os espera e, para falar verdade, nem eu própria consigo esboçar um cenário. A maioria confunde demasiadas vezes os verbos subsidiar e trabalhar, tudo é problema naquelas vidas – mais parece que são os únicos que têm filhos, contas a pagar, o periquito doente e a vida aos retalhos. São handicaps severos para quem perspectiva trabalhar na construção civil da saúde, se é que já perceberam que, de facto, é isso que os espera.


Em suma, custa-me olhar para eles sem pensar que são uma cambada de mal agradecidos. Não em relação a mim que trabalho por(que) gosto e ainda me pagam por cima, mas em relação aos ilustres governantes deste país, já que de outra forma o nono ano seria, salvo uma ou outra excepção, uma miragem.

domingo, 27 de setembro de 2009

"Abrem-se as portas no Douro"


O Douro esteve de portas abertas, escancaradas mesmo, para todos aqueles que se interessam pelas lides vinícolas e vitícolas. Eu, futura proprietária de uma quinta no Douro, tinha mais era que lá estar, ver, aprender, inteirar-me do meio e desfrutar das novas experiências de aromas e sabores. A lista de era extensa e as opções variadas, nem o sol faltou para que este fosse um fim-de-semana bem supimpa. Eu não fui, mas fiz-me representar e, por ora, aguardo o relatório dos meus ilustres sócios e representantes. Bota a escrever!

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Se palavras como "lamento" ou "arrependimento" fizessem parte do meu dicionário quotidiano, por esta hora os meus restos mortais estariam compactamente acomodados nesta caixa.

E pronto.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

terça-feira, 22 de setembro de 2009

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[http://olhares.aeiou.pt/encosta_douro_foto1451280.html]



Precisava tanto de comprar uma quinta no Douro...


Com vista para o rio, o verde, as vinhas...


Era capaz de ser bom antídoto para muitos males. Também...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Se

Parece pateticamente romântica a ideia de se trabalhar na terrinha onde nascemos, crescemos e da qual, eventualmente, nos sentimos integra parte. Há dias em que comungo desse sentimento, mas noutros não e foi, com certeza, num dia para lá de não (ou não) que fiz a mala decidida a espreitar o lado de lá. Balanços à parte, não é isso que me apetece dissecar agora, a verdade é que a existência de um horário a concurso naquela escola me fez passar a tarde toda a fazer contas de cabeça e projectos mil. Foi um rol de perguntas às quais não sei responder, um questionário de mim para mim interrogações com muitos “ses” e um ou outro “nim”. Mais do que romântica, é uma ideia que me parece confortável e conveniente, pelo menos por enquanto.
Afinal há terapia capaz de me reavivar o espírito!

domingo, 20 de setembro de 2009

Um, dois, dois e meio...


Vem aí mais um ano de vida artística – o sexto. Não sei qual é o nome atribuído às crises que assolam as relações ao sexto ano de vida, mas eu e o ensino já não somos o que antes fomos, nem há mais aquela cumplicidade. A preparação do ano lectivo deixava-me sempre animada, mas desta vez nada me convence senão vejamos:



  • Costumava ficar em pulgas para saber o meu horário – há que conjugar escola com part-time, compras, cinema, saídas, ginásio, cafés, esplanadas, feriados, pontes e afins.


  • Espreitava, à socapa, o livro de ponto das turmas que já pertenciam à escola – nada como ver as carinhas larocas por antecipação.


  • Espionava toda a informação disponível relativamente à minha Direcção de Turma – já me convenci que venha quem vier, vai sempre haver problemas.


  • Renovava todo o material escolar como se não houvesse amanhã – para onde quer que me vire só há Hello Kitty, bolas, corações e cores berrantes e eu a precisar tanto, mas tanto de uma agenda pequenina, simples e baratinha.


  • Marcava, com gosto, na minha agenda pequenina, simples e baratinha comprada há muito tempo a data da reunião geral – aquela das boas-vindas, de reencontrar os colegas, de apreciar as caras novas, de contar e saber das férias.


  • Pesquisava, para não dizer queimava pestanas, actividades dinâmicas e invulgares para que o dia da apresentação não fosse uma listagem de regras e critérios para gramar ad aeternum, ou seja até Julho.

  • Julho, esse mês que está tão longe, mas que eu nem queria saber, aliás nem sequer pensava na distância que separa Setembro de Julho.


    Acompanhamento cognitivo comportamental, aconselhamento psicológico, terapia de casal – um de cada ou todos em simultâneo - para que eu e o ensino voltemos a ser um só e se arrede de vez este ramerrame de não-estou-de-férias-mas-também-não-tenho-nada-para-fazer.

    Três!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O postal



Querido Zézito,


partindo do princípio que também te interessas pelo que eu fiz no verão passado e que o verão passado é aquele que agora finda [pela minha terra já cheira a vinho doce e cadernos da escola por estrear - ou seja outono], resolvi enviar-te, ainda que tardiamente, o postal das férias. O Grove tem manhãs claras, tardes soalheiras, noites animadas, boa mesa, locais que merecem ser vistos, histórias que merecem ser conhecidas, paisagens revigorantes e um nunca acabar de experiências novas. Fazia-te bem passar uns dias por lá, trocar a rosa pela rosa-dos-ventos, orientar melhor esses pontos cardeais para ver se arranjas menos danos colaterais e subcolaterais. Por certo que virias com outros ares. Um destes dias tens mesmo de ir à Galiza!
Sempre tua,


Menos (um voto)

Comodismo

Há dois anos que esta palavra mudou todo o sentido de uma vida. Jamais deixou de ser indiferente, mas nunca mais gostei dela e poucas ou raras vezes a apliquei. Folheei todos os dicionários, usei todos os livros, gastei todos os sinónimos. Foi a força com que se despreza um conceito que me fez buscar todos os sinónimos. Comodista? Às vezes sinto que tenho a resposta, outras não. Agora sei que tenho um desenlace, mas ainda me faltam os de permeios.

De cara lavada

Ou pelo menos parte dela. Está à vista o resultado de uma manhã em remodelações no blog. Já há algum tempo que me apetecia mudar alguns detalhes deste meu recanto, não tinha programado a mudança porque a inspiração não tem hora marcada. Surgiu numa altura em que um novo ciclo (re)começa e em que a natureza se renova. Saiu assim simple and clean, just like me.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

...

Sabemos que estamos muito cansados quando andamos à procura de uma peça de roupa e não a encontramos porque... a trazemos vestida.
Cansaço é o nome científico a atribuir a isto. Sim, cansaço. É que a alvorada hoje foi às 6.20...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A minha vida por uma valise en carton


Estas lides aeroportuárias deixam-me cada vez mais sem paciência. Não fosse já suficientemente traumática esta vida de Linda de Suza moderna, mas irritante q.b. Ele é empacotar a vida em 20 kg, acordar cedo, enfrentar a fila de trânsito, enfrentar a fila do check-in, fazer um sorriso bonito ao Sr. TAP para arranjar um lugar jeitosinho e depois fazer um sorriso amarelo porque 3kg a mais de bagagem significaram menos 15€ no bolso. Nem um grama de perdão, nem o cartão de passageiro frequente, nem uma palavra. Senti-me roubada, chorei cada nota que dei para pagar aquela gatunice e era bem capaz de dar a minha vida por uma mala de cartão ou, num hemisfério mais próximo, pela minha velhinha Monte Campo preta. Malditos, malditos, malditos.

Esta alusão à Sr.ª Dª Teolinda Joaquina de Sousa Lança para retratar o pessoal que dá a fuga para trabalhar não é nova. Resta-me esperar que os senhores da educação comecem a encomendar muitas medalhas, muito ouro e muitas platinas.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

(Quase) Perfeita, perfeita

- He said he'd be there at three...
- A que horas é que ele chegava?!

São diálogos como este que fazem a tortura dos veraneantes lusos, principalmente nesta altura do ano em que quase já não é verão, quase ninguém anda pela praia, quase não temos de levar com as conversas alheias, quase é seguro estar na praia sem ferir os ouvidos com pérolas destas. Houve muito mais dentro do género, incluindo a sabedoria popular para ilustrar o provérbio do mês de Outubro...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Movie #5

[Revolutionary Road - 2008]

Apesar da evolução da história ser algo lenta, não deixa de ser um filme onde há muita food for thought...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Movies #4

[The Boy in the Striped Pyjamas - 2008]

Muito mais que o horror do Holocausto, um filme sobre a amizade. Pena que quase tenha passado despercebido.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Movies #3

[Die Fälscher - 2008]
Um die Sprache nicht zu vergessen...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Hoje

... foi um dia muito cansativo.
Fui à praia.
Li na praia.
Caminhei pela praia.
Dormi na praia.
Lanchei na praia.
Comi um gelado na praia.
Conversei na praia.
Senti a praia.
A praia cansa, mas eu não me canso da praia. Amanhã volto. Mais uma vez.

Movies #2

[The Strange Case of Benjamin Button - 2008]

For what it's worth: it's never too late or, in my case, too early to be whoever you want to be. There's no time limit, stop whenever you want. You can change or stay the same, there are no rules to this thing. We can make the best or the worst of it. I hope you make the best of it. And I hope you see things that startle you. I hope you feel things you never felt before. I hope you meet people with a different point of view. I hope you live a life you're proud of. If you find that you're not, I hope you have the strength to start all over again.