sexta-feira, 21 de setembro de 2012

...

Há muito que este blogue já cumpriu a sua missão e fechou a porta. Saiu de cena sem se despedir e sem dizer adeus, mas lá  no íntimo sabe que foi feliz e há-de continuar a sê-lo noutro sítio longe daqui.
Ponto final. O segundo. O definitivo.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Constatações de quem já não pode mais com isto

Tenho nas unhas o mesmo tom de vermelho da caneta que estou a usar para corrigir exames!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Sobremesa

Um café, um docinho e mais relatórios de estágio para corrigir. Afinal está menos calor e a luz ao fundo do túnel que sinaliza as férias já começa a piscar...

Os não saldos

Saí de casa para ir ao supermercado comprar água, entretanto passei pela Zara com a ideia de espreitar os saldos e, se valesse a pena, comprar uma pechincha. Bem sei que o meu estado mental anda a escassos milímetros da letargia e eu também não me esforcei muito a procurar as ditas pechinchas, mas fez-me impressão ver tanta gente e tanta roupa feia (e cara) no mesmo espaço. Desisti e fui embora. Ainda bem que o objectivo era ir comprar água, porque sair de casa virando costas a vinte e quatro relatórios de estágio para regressar à mesa de trabalho com as expectativas completamente goradas só me faz mal e para isso já me basta este bafo de leste.

domingo, 22 de julho de 2012

E todos os ais são meus...



...porque cada pequeno músculo deste pequeno corpo pede férias grandes.

sábado, 21 de julho de 2012

Final do ano lectivo...

...é a altura em que demoro mais tempo a concentrar-me do que propriamente a realizar qualquer tarefa (escolar, sim ainda ando nesta vida).

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Este lugar não é para fracos




Dantesco e já perdi a conta ao número de vezes que ouvi este adjectivo hoje. As fagulhas chegam de todo o lado e com elas vem mais um ai, um rol de queixas e lamurias sentidas. Nas ruas as pessoas partilham histórias e versões diferentes do mesmo fogo, mas também partilham a ansiedade que lhes carrega as feições. Vivem-se tempos difíceis na Madeira, como em muitas outras regiões, mas aqui sobreviver significa caminhar contra o vento, desafiar escarpas, conhecer todas as artimanhas da natureza para tirar partido dela em proveito dos que cá estão e dos que cá vêm.
Aqui não há excepções e todos aprendem desde cedo a lutar. São todos mais fortes porque os bens que têm não lhes caem no colo. Hoje houve muitos olhos que não sustiveram as lágrimas diante do vazio, da terra queimada, dos haveres perdidos e da esperança desacreditada. Hoje (re)começa a (re)contrução.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Cruzes, credo, canhoto!


Parti um espelho! O que é muito bom porque já tenho um bode expiatório para a merda de horário que vou ter para o próximo ano p'rai com doze turmas de quarenta canalhas, aulas até Agosto com muito calor e suor, suor, suor em salas fétidas. Por outro lado, já não posso dar garantias da próxima vez que tentar arranjar as sobrancelhas sem o meu espelho de aumento. Dramas do quotidiano.

domingo, 15 de julho de 2012

Assobiar para o lado...

Primeiro Jornal na SIC e uma reportagem sobre o Carnaval de Verão em Setúbal. Uma alegria esfuziante e uma senhora extremamente satisfeita porque estas festas são muito boas para nos esquecermos da "situação em que este país está". Então, pergunto eu, não será por conta desta memória curta que há tantos portugueses assim com uma mão à frente e outra atrás e dívidas até às orelhas? Se em vez de nos divertirmos a fazer likes no Facebook passássemos a castigar os culpados? Depois não admira que muitos alunos tenham a escola toda muito antes de terminarem o 12º ano...

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Life, oh life...

Chegaste e mal dei por ti de tão ocupada que estava a lutar contra o vento no meu primeiro (e para já também o último) dia de praia. Foi feriado e, contrariando a tendência, não mexi uma palheta. Ou melhor, no regresso, aproveitei o embalo do Lobo Marinho e lá me pus a corrigir testes. E que embalo, a partir daí ainda não parei. É verdade que tive dois dias de folga esta semana, um deles foi ontem, mas o mais perto que estive da rua foi ir à varanda cortar cebolinho para a salada do almoço. Que vida. Que vidas. Sim, porque este computador tem-me acompanhado diariamente desde as oito e meia até à meia-noite, hora em que paramos para um chá de menta e meia dúzia de tontices em frente à televisão. 
Ainda assim, não me posso queixar. Pertenço a uma classe, que aos olhos do povo, por esta altura, já anda farta de fazer nenhum. Vou pagar mais impostos do que estava a contar. Anda uma pestilenta e injusta onda de despedimentos no ar que vai levar sabe-se lá para onde alguns bons colegas e por bons entenda-se trabalhadores, dedicados, profissionais... A TAP anda neste chove e não molha o que me faz prever que sair daqui em agosto vai ser uma verdadeira epopeia. O subsídio de férias anda a brincar às escondidas comigo. E o meu último dia de trabalho é só daqui a um mês. 

terça-feira, 19 de junho de 2012

A chuva que molhou os tolos e mais uns quantos que acordaram cedo hoje...


A descer numa manhã de chuva miudinha, como estava hoje, e eu sem casaco, sem guarda-chuva - também não me faziam assim tanta falta já que chovia mas estava calor - e com os óculos todos sarapintados de gotinhas de água. Não estimei.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Hoje não foi nada disto e ainda bem!


Durante muitas sextas-feiras o despertador tocava pouco depois das seis e meia, eu, ainda de noite, fazia todas as minhas rotinas e sentava-me por volta das sete, de noite na mesma, a tomar o pequeno-almoço e a ver as manchetes dos jornais na Sic Notícias. Quando o assunto me aborrecia, o que é fácil quando acordo ainda de noite, ou quando insistem nos Nasdaq e nos Dow Jones lá mudava para um canal de música e assim ficava a televisão até passarem vinte das sete e eu correr para o autocarro com as pessoas de sempre a entrar ou a sair nas paragens habituais. 
Estas últimas semanas custaram a suportar, por suspirei a cada sexta pelo dia em que isto fosse acabar. Hoje é o dia!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Estágios: a recolha de lixo documentação


Foi só o primeiro dia e já levei com tudo o que imaginava e o que jamais passaria pela minha cabeça. Estas pessoas adultas, licenciadas, experientes e burras entregaram-me documentos rasurados, empastados de corrector, com dedadas de base, riscos de verniz vermelho e preenchidos ora a tinta azul ora preta, mas sempre fora das margens. Isto já para não falar que uma boa parte das folhas vinha tão amarfanhada que eu era capaz de jurar que aquilo foi à China e voltou. 
Se não são capazes de assumir responsabilidade pelo preenchimento de um simples documento então também não se espantem tanto com os estagiários que são assim e assado e, cruzes credo, não dominam a técnica xpto. Afinal de contas são só estagiários, alguns meio baralhados, porque depois de uns anos em formação não esperavam chegar ao mundo do trabalho para entrar em processo de deformação.

terça-feira, 5 de junho de 2012

...

Como é que é possível arranjar o cabelo e mantê-lo apresentável por mais de dez minutos?? 

...


Sendo assim, pode ser um chá calmante de erva cidreira ou camomila porque a primeira coisa que vou fazer hoje quando chegar à escola vai ser... tirar faltas.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Yellow Friday


Foto: A. Figueira

Yellow are the taxi tops
the butterflies and bumblebees
juicy lemons, sunflower
and falling leaves. 

Esta tarde a Avenida Zarco tinha um tapete novo e vários fotógrafos atentos ao amontoado de pétalas amarelas que cobriam o alcatrão da estrada. Tem sido assim por estes dias e, por muito que se louve o trabalho de quem limpa as ruas, ainda bem que se esqueceram desta artéria no centro da cidade. Sexta-feira, após muitas e cansativas horas de aulas, foi dia de pequenas boas surpresas. Pode começar o fim-de-semana.

domingo, 20 de maio de 2012

Um, dois, três dias em resumo

Pois que a canalha já está despachada para estágio. Foram os mais velhos finalistas, ao todo cerca de 300, dessa fatia ficam 24 almas sob minha responsabilidade directa. O que eu engoli em seco na sexta-feira quando soube pela boca e gestos atabalhoados dos próprios que vamos ter vários encontros marcados nos próximos dois meses. Ainda estou sem perceber em que buraco se enfiou o director de turma deles para se ter escapado disto. É que eu ainda fico com os meus mais novos em aulas. Escusado será dizer que a partir daí mais nada correu bem nesse dia, excepção feita aos dez minutos que tive direito para lanchar uma queijada.

No sábado almocei e jantei fora, fugi dos livros e das tralhas da escola o mais que pude, mas não consegui evitar o aspirador nem o pano do pó. Desde o final da tarde e pela noite fora houve mojitos e muitas línguas de trapo. Segunda-feira irá saber-se o que vem a seguir.

Hoje é domingo. Nem o sol espreitou à janela, nem eu saí de casa. Prepara-se a ritmo lento uma semana que eu também espero me chegue lentamente aos braços.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

As férias de verão dos professores...

...são bem mais prolongadas do que as dos demais trabalhadores porque a canalha transpira e cheira mal que tolhe. 
A todos os que enchem a boca para criticar a classe eu gostava de os fechar 45 minutos numa sala de aulas com uma das minhas turmas mais perfumadas. Como sou simpática escolhia uma das salas em que a única janela existente tem um papel onde se lê em letras garrafais: em manutenção - não abrir.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Terei (mesmo) mau gosto musical?

Não entendo a febre à volta da música de ir ver os aviões misturada com o porto de Leixões mais a promessa de levar alguém à América [só me ocorre um trocadilho escatologicamente básico]. Já ouvi a canção inteirinha e não. Nada mesmo. Zero empatia.

domingo, 13 de maio de 2012

Notícias boas, notícias más

A boa é que sobrevivi à semana anterior, já descansei, recuperei e quase me esqueci quão difícil foi.  A má é que já amanhã começa um novo ciclo igual, senão pior, ao que terminou. Felizmente será a última e não deixará saudades.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Em Maio, onde quer eu caio

Hoje, por exemplo, caí de cansaço no sofá às oito da noite depois de ter engolido uma tigela de sopa. Acordei  às nove e meia e achei por bem acabar de jantar. Vidas complexas...

sábado, 21 de abril de 2012

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Flowa Powa #1


A azáfama já andava nas ruas há uns dias e à vista desarmada parece tudo pronto. A Festa da Flor vai dar novas cores e trazer muita animação às ruas do Funchal.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Um vício


A televisão fica ligada e vai debitando ingredientes enquanto eu, qual menina aplicada, vou preparando aulas, corrigindo testes, preenchendo grelhas e organizando tudo o que diz respeito ao meu horário, simpático, de trinta e tal horas semanais. 
Se calhar não é vício, é terapia.

terça-feira, 10 de abril de 2012

3º Período

Uma terça-feira que doeu mais do que muitas segundas todas juntas...

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Foi Páscoa








Para memória futura fica o registo de uma Páscoa caseira com o que de melhor tivemos para dar uns aos outros. 

quarta-feira, 28 de março de 2012

terça-feira, 27 de março de 2012

27. Sonho

Sonhos não. Malassadas com mel de cana. Muitas.

segunda-feira, 26 de março de 2012

26. Comida

Costumo dizer em tom de brincadeira que o melhor restaurante que conheço é a minha casa. Eu levo muito a sério o assunto comida. Gosto de cozinhar e gosto de ser eu a comprar os ingredientes que uso nos pratos que preparo. Ando muito longe de ser perita na cozinha, mas como curiosa que sou perco-me em blogs de culinária e em pesquisas de mil e uma receitas. Acho que esse é mesmo um dos meus passatempos preferidos e durante as férias ando sempre em experiências gastronómicas. Estas não serão excepção...

Uma medida anti-crise

Pôr a estupidez a pagar impostos. Já!

domingo, 25 de março de 2012

25. Medo

Não posso dar-lhe muita confiança senão ele ganha espaço e começa a ocupar demasiado espaço na minha vida. Tenho-lhe respeito e por isso fujo dele, a diferença é que procuro correr à frente do medo. 

sábado, 24 de março de 2012

24. Dia

Tal como todas as pessoas também tenho dias. Dias de telha, dias amenos, dias de esperança outros de negativismo e dias que passam iguais a tantos outros sem deixar marcas boas nem lembranças más. Não posso cair nos clichés habituais de escolher o dia do nascimento dos filhos ou o dia do casório porque, tanto de um como do outro, não há. Escolho, sem esquisitices, o dia de hoje, Sábado, primeiro dia de férias antes do sufoco final que é o terceiro período. 

quinta-feira, 22 de março de 2012

22. Lingerie

Sim, se faz favor e adequada tanto à roupa exterior como à ocasião. Não há nada mais lindo do que ver mamas a saltar no ginásio...

quarta-feira, 21 de março de 2012

21. Maquilhagem




Foi começando a fazer parte do meu dia-a-dia aos poucos. Para dizer a verdade não foi aos poucos, foi a medo. Hoje em dia base, pó, máscara de pestanas e corrector fazem parte da lista dos indispensáveis. Não me maquilho para ir à padaria da esquina comprar pão e ao fim-de-semana dispenso todos estes extras mas durante a semana, principalmente quando os dias que começam às seis e meia da manhã, há etapas que não descuro. Posso não usar a mala a combinar com os sapatos, diz que está fora de moda e tudo, mas não me apanham a chegar ao trabalho com marcas do travesseiro na cara.

terça-feira, 20 de março de 2012

20.Objecto


Relógios. Tenho bem menos do que gostaria, pelos motivos óbvios. Não deixei de gostar de os comprar, mas tive de passar a pensar melhor antes de os comprar. Ainda me lembro do meu primeiro relógio oferecido pelos meus pais num aniversário. Era um Casio azul com ecrã digital e bracelete de borracha. Feio de doer. 
O novo swatch que está na imagem já está debaixo de olho, mas o que eu gostava era de tê-lo no pulso!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Dia do Pai

Então e hoje é dia de levar com as caras dos pais de toda a gente no FB, é isso?! 
Ai...

19. Série

Sou um ser muito estranho e esse fenómeno - as séries - não exerce grande fascínio em mim. A última que me lembro de ver foi o Macgyver, só que já lá vai tanto tempo que tive de ir ao google ver como se escrevia... Ah pois é! 
Para mim, melhor do que a série são as memórias que guardo desse tempo. Devia ter uns doze ou treze anos e  passava os fins-de-tarde de Domingo com o meu pai a ver os truques mais improváveis a resultarem num brilharete. Mais ninguém lá em casa nos acompanhava. A minha mãe tinha sempre qualquer coisa para fazer e a minha irmã era ainda muito nova. Sobrávamos nós dois e a merenda que cuidadosamente dispúnhamos sobre a toalha de xadrez verde e branca que cobria a mesinha da sala - os melhores rissóis de camarão do mundo, batatas fritas, queijo e pão. 
Se calhar já percebo porque é que nenhuma outra série me cativou tanto como essa e agora também entendo a razão de ter um certo deslumbramento por canivetes...

...

A última semana de aulas antes de terminar o segundo período é o horror dos horrores. Começou mal porque implicou aborrecer-me com subalternos mal educados sobre assuntos que nada têm a ver com a escola. 
A cabra vai pagar-me. Literalmente.

domingo, 18 de março de 2012

18. Feriado

Escolho dois. 
Conhecido por Assunção de Maria, a 15 de Agosto, e oxalá isto seja verdade. Além deste, adoro o dia 21 de Agosto, feriado municipal no Funchal. 
A verdade é que nunca celebro estes feriados, mas são duas datas que me permitem esticar as minhas férias por mais dois dias e isso, para mim e para muitos que trabalham mesmo durante o ano, vale ouro e umas avé-marias. Seja...

sábado, 17 de março de 2012

17. Frase

Daqui. Podem espreitar porque aprendem muitas outras coisas giras.

sexta-feira, 16 de março de 2012

16. Filme


Tão improvável como real. Um dos meus favoritos de sempre! A culpa é deste senhor que, há uns quinze anos, fazia um programa de rádio diário sobre futebol [cujo nome já não me lembro, em co-apresentação com outra pessoa de que também não me lembro, numa rádio que... já não me lembro]. Todos os dias ao fim da tarde falava-se sobre os acontecimentos da bola, com humor e muitos excertos deste e de outros filmes portugueses.

quinta-feira, 15 de março de 2012

15. Local de férias




Uma praia a sul, mais ou menos sossegada, com um livro e alguém a vender bolas de berlim. Tão fácil... 

quarta-feira, 14 de março de 2012

14. Calçado

Sou do mais anti-mariquices que pode haver. Só uso sapatos simples e confortáveis e não, não tentem convencer-me que há saltos altos práticos, que se pode fazer quilómetros em cima daquelas estacas porque são de pele não-sei-quê, sola compensada e contraforte reforçado. Tudo tretas. Para mim, que todos os dias vou a pé para o trabalho, sapatos são o que se mostra neste catálogo - especialmente nas páginas 8/9, tamanho 36, numa cor à escolha. Só lamento que depois de os comprar a minha carteira passe a respirar tão bem como os meus pés. 


terça-feira, 13 de março de 2012

13. Cheiro / Perfume

Cheiro a maresia nos cabelos, cheiro a bolo de laranja, cheiro à minha avó, cheiro à sala principal do Baltazar Dias, cheiro a pão quente que vem da padaria mesmo em frente à minha casa, cheiro a isto, cheiro ao perfume da minha colega L., cheiro a lixívia, sim eu gosto!

Quanto aos perfumes sou uma fácil. Compro-os sempre no aeroporto e limito-me a escolher um aroma que me agrade, normalmente tento aproveitar alguma promoção que esteja a decorrer. Não tenho um perfume para ocasiões especiais, não faço secretismo sobre o perfume que uso e não gosto nada de deixar um rasto perfumado atrás de mim. Se há coisa que odeio é entrar num local e saber que esteve lá fulano ou sicrano por causa do cheiro a perfume. Desde o verão que uso este perfume e ainda nem a meio vai. Nas minhas mãos duram imenso.

segunda-feira, 12 de março de 2012

12. Cidade


Não escolho a minha cidade porque é demasiado evidente que gosto dela. Também não escolho a cidade onde moro actualmente, já aprendi a reconhecer-lhe encantos e virtudes. Fica, por isso, a imagem de uma cidade onde não me importaria de morar, um dia, talvez... Braga.

domingo, 11 de março de 2012

11. Sobremesa

Durante a semana fruta. Embora se diga que a fruta deve comer-se entre as refeições, sabe-me bem à sobremesa e como não me parece que desta atitude venham grandes consequências, é um hábito que tenciono manter. 


Aos fins-de-semana costuma haver um docinho para lembrar as papilas gustativas que o mundo não se resume a maçãs e laranjas. Há uns anos atrás não me reconheceria neste discurso, mas aos poucos comecei a converter-me aos doces. Hoje, por exemplo, houve mousse de chocolate. Porém, a sobremesa mais irresistível é queijo. E se forem queijos, então fica muito melhor, mas aqui sim, tento conter-me porque com  queijo vem uma tosta, uma bolacha, pão e assim não pode ser.

sábado, 10 de março de 2012

10. Parte do dia

Nem manhã, nem tarde, nem noite. Sou uma pessoa de alvoradas madrugadoras, quando ainda não é bem de dia,  e dos fins de tarde naquele momento em que a noite se faz anunciar. Gosto do lusco-fusco, das luzes ténues, das neblinas e da brisa suave dos dias que começam bem cedo.

...


Para quando a adopção destas medidas na minha escola? Não é obrigatório o look Morangos com Açúcar, mas recomenda-se educação, boas maneiras e, como pedir inteligência é abusar da sorte, já me contento com vontade de aprender. 

sexta-feira, 9 de março de 2012

9. Manias

Nunca durmo com as portas do armário abertas ou mal fechadas. Quem diz armário diz qualquer gaveta do quarto. Não chego ao ponto de fazer uma vistoria às portas e gavetas antes de dormir, mas mesmo estando deitada, se verifico que há uma fresta algures, levanto-me e vou logo fechar o assunto.

quinta-feira, 8 de março de 2012

8. Amor


Esta coisa de gostar de alguém
Esta coisa de gostar de alguém não é para todos e por vezes — em mais casos do que se possa imaginar — existem pessoas que pura e simplesmente não conseguem gostar de ninguém. Esperem lá, não é que não queiram — querem — mas quando gostam — e podem gostar muito — há sempre qualquer coisa que os impede. Ou porque a estrada está cortada para obras de pavimentação. Ou porque sofremos de diabetes e não podemos abusar dos açúcares. Ou porque sim e não falamos mais nisto. Há muita gente que não pode comer crustáceos, verdade? E porquê? Não faço ideia, mas o médico diz que não podemos porque nascemos assim e nós, resignados, ao aproximar-se o empregado de mesa com meio quilo de gambas que faz favor, vamos dizendo: “Nem pensar, leve isso daqui, que me irrita a pele.”
Ora, por vezes o simples facto de gostarmos de alguém pode provocar-nos uma alergia semelhante. E nós, sabendo-o, mandamos para trás quando estávamos mortinhos por ir em frente. Não vamos. E muitas das vezes sabendo deste nosso problema escolhemos para nós aquilo que sabemos que invariavelmente iremos recusar. Daí existirem aquelas pessoas que insistem em afirmar que só se apaixonam pelas pessoas erradas. Mentira. Pensar dessa forma é que é errado, porque o certo é perceber que se nós escolhemos aquela pessoa foi porque já sabíamos que não íamos a lado nenhum e que — aqui entre nós — é até um alívio não dar em nada porque ia ser uma chatice e estava-se mesmo a ver que ia dar nisto. E deu. Do mesmo modo que no final de dez anos de relacionamento, ou cinco, ou três, há o hábito generalizado de dizermos que aquela pessoa com quem nos casámos já não é a mesma pessoa, quando por mais que nos custe, é igualzinha. O que mudou — e o professor Júlio Machado Vaz que se cuide — foram as expectativas que nós criámos em relação a ela. Impressionados?
Pois bem, se me permitem, vou arregaçar as mangas. O que é difícil — dizem — é saber quando gostam de nós e quando afirmam isto, bebo logo dois “dry” Martinis para a tosse. Saber quando gostam de nós? Mas com mil raios, isso é o mais fácil, porque quando se gosta de alguém não há desculpas nem “Ai que amanhã não dá porque tenho muito trabalho”, nem “Ai que hoje era bom mas tenho outra coisa combinada” nem “Ai que não vi a tua chamada não atendida”. Quando se gosta de alguém — mas a sério, que é disto que falamos — não há nada mais importante do que essa outra pessoa. E sendo assim, não há SMS que não se receba porque possivelmente não vimos, porque se calhar estava a passar num sítio sem rede, porque a minha amiga não me deu o recado, porque não percebi que querias estar comigo, porque não recebi as flores que pensava não serem para mim, porque não estava em casa quando tocaste.
Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de impossibilitar o nosso encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campainha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso. Quando se gosta de alguém — e estou a escrever para os que gostam — vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante do que nós.
Jornal Metro (13.10.07)

Grande, porque  o amor só vale a pena se for assim GRANDE.


quarta-feira, 7 de março de 2012

7. Estação do ano


Todas, mas cada uma a seu tempo. Não gosto de Outubros de Verão nem de Agostos de Outono. Apesar de ainda ontem comentar o bem que me sabia ter saído de casa sem casaco para ir trabalhar, rapidamente me lembro que isto anda um bocadinho trocado... 

terça-feira, 6 de março de 2012

6. Sabor


Sabor a dona deste estaminé - ácido corrosivo por fora e um docinho de pessoa por dentro. E o que a dona adora estas gomas ácidas...

segunda-feira, 5 de março de 2012

5. Foto


Apenas o local onde me apetecia ter estado hoje. 
Anyone?

domingo, 4 de março de 2012

4. Amuleto

amuleto
s. m. 
Objecto que se traz e a que se atribui supersticiosamente qualquer virtude.

Amuleto, amuleto... Amuleto não há. As superstições são coisas que não me aquecem nem me arrefecem. Não tenho uma caneta da sorte, apesar de diariamente usar muitas, não tenho uma peça de roupa talismã, no entanto todos os dias trago muito mais peças vestidas do que as que costumo ver nas minhas alunas. Em suma, não acredito na força de objectos porque prefiro acreditar na força das pessoas. 
Há cinco anos que me habituei a andar de lá [continente] para cá [ilha] e desde então só trago comigo o essencial. Amuleto não está na lista.

sábado, 3 de março de 2012

3. Local


Hoje fechava-me dentro das muralhas desta vila e entregava-me a quantas coisas doces me apetecessem. Desde a primeira reportagem que vi de manhã que o meu organismo denota sintomas de falta de um gofre  de chocolate. 

...

Não fazer uma coisa [de que gosto muito], para poder fazer outra [que adoro] e acabar por não fazer nenhuma das duas.
Adoro quando as coisas fogem do meu controle e eu fico a ver a vida passar.

sexta-feira, 2 de março de 2012

2. Mãe/Pai

São o último reduto, a barreira mais forte. Quando todos falham, eles amparam, consolam e encaminham outra vez.

quinta-feira, 1 de março de 2012

1. Livro

Livro não, livros. Eu gosto de muitos livros. Não imagino o meu dia-a-dia sem livros, nem que sejam os manuais da escola, mas a estreia neste desafio pede livros mesmo livros. Ora então cá vai:

O último:


Nota-se bem pela foto que começámos a conhecer-nos melhor num dia de praia, um dos últimos do ano passado. Conhecemo-nos na Feira do Livro cá da terra e soubemos logo que ele vinha morar cá em casa. Comprei-o porque tinha curiosidade em ler Llosa, mas fazia-me ferver qualquer coisa cá dentro o facto de ter de andar com o mesmo livro que a Carolina Patrocínio usa para fazer cenário nas suas rubricas de TV. Gostei assim-assim. Acho que as interrupções que fiz na sua leitura me fizeram aprecia-lo menos, porém já está este debaixo de olho. 
Só mais uma coisa, não gosto de começar a ler um autor pelos títulos mais recentes. Manias.


O próximo:


Este foi presente de um Natal já ido oferecido pelos meus pais, que não sabiam o que escolher para mim. Eu fiz o favor de dar a dica e eles fizeram o favor de mandar embrulhar e pôr um lacinho. Andei a adiar a sua leitura uns tempos. É pesado, não dá jeito nenhum traze-lo na bolsa e nas férias, para levar para a praia, também pesa para burro. Não há mais desculpas, chegou a hora. 


O que nunca será:



Lá comprar eu até o comprei, mas nenhuma das duas tentativas de o ler foram bem sucedidas. A minha opinião sobre este livro, e já agora sobre as milhentas citações do mesmo, numa só palavra é sono.



Março o cria, Março o (desa)fia

Há muito que os via por aí, mas desta vez não os deixei fugir. Agora este também é meu!
Sem prometer grandes pretensões, até porque isto de compromissos diários é coisa para me afligir um bocado, volto mais logo para cumprir o primeiro da lista.

O original do qual sairá a fotocópia. 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Uma tarde como deve de ser

Sabem-me bem os dias, como o de hoje, em que saio da escola a horas aceitáveis. Nas ruas o trânsito é calmo, no céu o sol está alto e eu permito-me uma espreitadela numa ou outra loja de rua. As novas colecções ainda não me apetecem e o que resta dos saldos, agora rebaptizados de "remate  final", só me aborrecem. Ainda assim, ainda que nada valha a pena, saio das lojas contente. Posso ir ao supermercado sem pressas, sabendo que na charcutaria a fila não tem dez metros, a fruta não está toda escolhida e que ainda há pão de muesli para acompanhar um chá e ver da janela da sala o sol a guardar-se para amanhã.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Àzonze no andar de baixo

Mais alguém tem vizinhos que ralam sopa às onze da noite assim a modos de se ouvir no prédio inteiro? Tem de ser todos os dias, religiosamente às onze da noite.

Puta de ideia...

...

Jornal O Jogo (hoje)

Assim de repente ficava mais feliz se me pudessem aviar a conta da renda da casa. Até ao dia 8 se faz favor...