sexta-feira, 8 de maio de 2009

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Sinto-me a empobrecer de cada vez que visito este site para tratar da minha vidinha e poder ir a casa. É que se trata mesmo só disso: ir a casa.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Esta tarde.



"Sempre que morre um idoso, desaparece uma biblioteca."
Provérbio Africano
Foi a frase da tarde. Foi a frase da conferência. Foi a frase que mais me marcou.
Tenho um gosto especial por livros, principalmente livros antigos, e por pessoas com histórias quase tão antigas como os livros que eu admiro. No meio de tantas balelas e de inusitada propaganda eclesiástica e política, salva-se este provérbio africano.
Uma junção feliz: histórias, vidas e sabedoria popular.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

to think - thought - thought



Ontem passei a tarde (quase) toda à procura de um documento que eu tinha feito já há algum tempo, mas não sabia onde estava guardado. Remexi todas as gavetas, procurei todas as pastas, vi e revi em sítios prováveis e noutros menos prováveis. Até que me resignei à minha triste sina de ter de refazer o documento e desisti de procurá-lo.

Mais tarde, estava já eu em modo offline a ver o "Equador", quando o meu cérebro me apresentou este cálculo:


armário + porta do meio + dossier amarelo = documento procurado


Não sei se choro perante estes sinais precoces de Alzheimer ou se rio porque o meu cérebro até funciona quando eu o julgava adormecido...

domingo, 3 de maio de 2009

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Esta é a última vez que as segundas-feiras começam às nove da manhã.
Ouviram bem? A última!
(O trabalho bem pode esperar que eu acorde, almoce e, então sim, vá contribuir para o PIB...)

sábado, 2 de maio de 2009

Contrastes

Alberto João Jardim gastou em viagens "secretas" meio milhão de euros em 2008. E depois há os desafortunados, coitados, que moram para lá do sol posto onde quase nada chega ou os que dormem na sarjeta com a cabeça a pender para a estrada. Não, ninguém me disse, fui eu que vi mesmo...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

"Mas tu és do tempo da telefonia?!"

Há dias em conversas sobre tudo e sobre nada com colegas de métier confessei-me fã desses obsoletos objectos que são os rádios. A verdade é que ao reconhecer que a televisão pouco ou nenhum fascínio exerce sobre mim, deixei meia sala de professores boquiaberta. Não, a primeira coisa que faço ao chegar a casa não é ligar a caixinha mágica e deixá-la para lá a debitar Gouchas gesticulantes, Baiões saltitantes ou Júlias estridentes.
Habituei-me desde sempre a ouvir a rádio e, quando chego a casa, talvez seja mesmo a doçura das minhas memórias que procuro nesse gesto de ligar o rádio e escutar. Lembro-me de adormecer em casa da avó embalada pelos sons do velho rádio de pilhas, recordo as tardes de Domingo de café e regueifa animadas pelos relatos da bola, revivo as viagens de carro com o meu pai a cantarolar as músicas dos tops, volto ao meu (verdadeiro) quarto e ao meu velhinho rádio despertador...
A televisão é ruído em demasia para o meu dia-a-dia já de si atribulado, a rádio faz-me a companhia de que eu preciso. A televisão fala para toda a gente, mas a rádio... a rádio fala só comigo. É por isso que não me chateio quando me dizem: "Mas tu és do tempo da telefonia?!" Ah pois sou! E o que eu gostava de ter um exemplar igualzinho ao da foto. Vá, um parecido também aceito.

Quem em Maio...


...não merenda, aos finados se encomenda.
(Eu não corro esse risco. Ai não mesmo.)