Cheguei em cima da hora, corri escada acima e coloquei-me ao fundo do corredor de modo a ver mas a ser pouco vista. Correu mal:
1º) queria ver o momento solene da inauguração, mas só me apercebi de que a minha nova escola estava oficialmente inaugurada pelo som das palmas;
2º) não queria ter de passar pelo tormentoso rol dos beijinhos e dos “passou bem” da praxe, mas não tive como evitar.
Aquilo é que foi um fartote de sorrisos, abraços e muitas palmas – uma autêntica bacalhauzada laranja que me fez estender a mão por duas vezes a esse mestre do entertainment regional. Continuo sem perceber a razão deste inusitado bis, mas tenho cá para mim que não ter nenhum familiar a trabalhar nas forças policiais e o facto de o substantivo "coelho" me causar alguma urticária ainda, que disfarçado de fina iguaria servida em pratos ricos, devem ter jogado a meu favor. Já para não falar do meu belíssimo lenço laranja que caía maravilhosamente sobre o vestido toda-a-ocasião.
Detalhes à parte, o que importa é que a escola nova é mesmo toda nova e bem bonita por sinal. Diz-se à boca pequena que a equipa de arquitectos, engenheiros e afins está disposta a dar umas dicas aos senhores do Querido Mudei a Casa para aprenderem a transformar supermercados em escolas. A ver vamos… Entretanto, a partir de Segunda-feira, e nos dias subsequentes, faremos a prova dos 9 e veremos com calma e descontracção todas as assoalhadas da nossa casa nova.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
A bacalhauzada laranja
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Vi...
…um teatro repleto numa noite de semana a rivalizar com a saga das novelas em vários canais e gostei.…actores esforçados, mas em determinados momentos desconcentrados, outros repescados às novelas juvenis que pouco me deslumbraram e não gostei.
…uma comédia vulgar com humor fácil e recalcado apenas salpicado com um ou outro detalhe de genialidade e não gostei.
…uma sala inteira a aplaudir de pé a prestação dos intervenientes, apesar de na minha opinião não passar de medíocre a qualidade do espectáculo, e gostei.
…,mais uma vez, que a oferta cultural ainda é pouca para aquilo que residentes e turistas merecem, por isso todos os eventos além de bem-vindos são calorosamente recebidos e gostei.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Recordar é viver (nem que seja repetido)

A propósito do Tratado de Lisboa, muito se falou, por estes dias, da Irlanda e da sua capital Dublin. Durante os escassos minutos que durou a notícia no Telejornal voltei a acordar no Portobello B&B com torradas, doce de amora e boa música ao pequeno-almoço, a passear por O’Connell Street, a posar ao lado da Molly Malone, a contar as pontes sobre o rio Liffey, a suster a respiração ao passar pelo Clarence Hotel dos U2, a voltar aos livros da faculdade no Writers Museum, a brindar no Temple Bar e literalmente a beber de toda a história da Guinness…
Eram bons os tempos em que se visitavam as capitais europeias só porque ficavam ali ao lado e porque ir ali ao lado só custava 40€. A insularidade, dói-me tanto aqui no bolso…
Eram bons os tempos em que se visitavam as capitais europeias só porque ficavam ali ao lado e porque ir ali ao lado só custava 40€. A insularidade, dói-me tanto aqui no bolso…
domingo, 4 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
21, 28, 8, 12
Não é a chave de uma combinação milionária, não é o passaporte para uma vida excêntrica, não é nenhum código secreto nem tão pouco uma charada matemática. São números que marcam dias e fazem parelha com o respectivo mês. Os dois primeiros são de Setembro, os dois subsequentes de Outubro. Todos estiveram na minha agenda como data marcada para o início do ano lectivo e todos falharam. Todos menos o último, 12 de Outubro, que se apresenta como um prazo em jeito de ultimato para, de uma vez por todas, dar início às lides escolares. Com um mês de atraso até tenho medo de pensar como isto vai ser…
P.S.: Tudo por um bom motivo…
P.S.: Tudo por um bom motivo…
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Orquídea Branca
Em Outubro...
...doura tudo.
(um exclusivo praia do Furadouro)
... sê prudente, guarda o pão e a semente.
(publicamente difundido por esse mestre da metereologia José Manuel da Costa Teso, vulgo Sr. do Laço)
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